sábado, 27 de março de 2010

...

Hoje disseram-me "gostava de ver a Félix confiante e sorridente que conheci"... O que me aconteceu? Será que no caminho em busca da verdadeira felicidade acabei presa e emaranhada num beco sem saida? Será que o defeito é meu? Será que sou eu quem não é capaz de me permitir ser verdadeiramente feliz? Será?
Sei apenas que nada do que acontece me parece fazer sentido algum...
Onde ficou essa Félix? Hoje, muito em particular hoje, não a consigo encontrar...

domingo, 7 de março de 2010

Eu não existo sem você:) Tom Jobim

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você


Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você

sábado, 6 de março de 2010

boys being boys...

Estou cada vez mais convencida da existência das tão badaladas diferenças entre os homens e as mulheres. Aquelas que gastei boa parte do  meu tempo a convencer-me de que, afinal, não passavam de um mito! Ao que parece, neste caso, o mito é bem real. Parece conversa da treta, parece apenas palavreado de miuda revoltada (a verdade é que talvez seja um pouco) mas, o que me importa, é que doem, essas diferenças magoam, ferem mais do que seria suposto.
Será que descobri em mim uma faceta mais sensivel do que aquelas que já conhecia até agora? Não sei... Sei apenas que, aquilo que pareceu algo perfeitamente natural nas palavras de alguém, a mim me atingiu que nem uma facada! O tipo de dor aguda, sem factores atenuantes com implicação significativa no meu dia. O pior? Parece que o factor desencadeante nao tem como desaparecer. Gostava que fosse uma daquelas situações em que a análise cuidada daquilo que ocorreu nos alivia, nos deixa bem mais confortáveis. Mas não.
Onde fica o limiar que nem o amor é capaz de ignorar? Onde fica esse limiar entre aquilo que podemos dizer, simplesmente, "tudo bem, não tem problema" e o que não somos capazes de ultrapassar de ânimo leve?...
Sentir que ignoraram a nossa tristeza, sentir que a nossa dor nao teve qualquer impacto na atitude de quem amamos é dilacerante. Chega a ser cruel a ideia de a nossa cara metade estar plenamente feliz, na mais pura diversão sabendo que foi causadora da nossa tristeza, sabendo que estamos sozinhos, infelizes e, pior, ter coragem de nos dizer que sim, passou grandes momentos na nossa ausência.
E daí, talvez os homens sejam mesmo assim... Talvez nao compreendam a nossa dor nas pequenas coisas, talvez não sejam capazes de ver o quanto nos magoam, o quanto nos sentimos menosprezadas.
Talvez devesse sair e divertir-me ao máximo... mas não... isso nunca seria possível!...

Last Goodbye, Jeff Buckley

This is our last goodbye

I hate to feel the love between us die.
But it's over
Just hear this and then I'll go:
You gave me more to live for,
More than you'll ever know.


Well, this is our last embrace,
Must I dream and always see your face?
Why can't we overcome this wall?
Baby, maybe it's just because I didn't know you at all.


Kiss me, please kiss me,
But kiss me out of desire, babe, and not consolation.
Oh, you know it makes me so angry 'cause I know that in time
I'll only make you cry, this is our last goodbye.


Did you say, "No, this can't happen to me"?
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe, you didn't know him at all,
you didn't know him at all,
oh, you didn't know"?


Well, the bells out in the church tower chime,
Burning clues into this heart of mine.
Thinking so hard on her soft eyes, and the memories
Offer signs that it's over, it's over.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Novo semestre, nova vida...


Pergunto-me se é desta que o inicio de um novo semestre traz consigo as verdadeiras mudanças ou se vai ficar apenas a velha promessa de "no próximo semestre vai ser diferente"!

Planos:
  • Fazer frequências;
  • Dormir menos e a horas decentes;
  • Acordar mais cedo;
  • Ir a mais aulas;
  • Ver os filmes que tenho para ver;
  • Ver as séries que ando a arrastar para ver há séculos;
  • Alimentar-me melhor!
  • ESTUDAR MAIS!!!
Acredito que sim, é desta! Tem que ser diferente! =D

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Arrogante??

Arrogante: "Pessoa que tem atitude superior à solicitada na situação ou momento. Que abusa da autoridade para efetuar um acto com intutito de demonstrar que é melhor ou mais importante que outro".

Mas algum dia no pleno gozo das minhas faculdades eu seria arrogante numa avaliação com o dito "manda-chuva", com o senhor que todos temem? Não compreendo! Ou o nervosismo me leva para caminhos que eu não sou capaz de controlar, ou a minha expressão me atraiçoa nos momentos em que menos devia transparecer as emoçoes, ou entao não compreendo MESMO!
Revolta-me, a um nível impossivel de traduzir em palavras, a ideia de ser prejudicada devido a uma atitude que não tenho a percepção de ter tido!
Haja paciência para estes senhores que fazem o que muito bem entendem com as nossas avaliações, ora então, onde já se viu numa suposta discussão considerar-se arrogância a tentativa de defesa de um ponto de vista! Ou será que agora ha limite inferior de idade e status para expor uma opinião? Será que é assim tão ofensivo ouvir uma aluna do 3º ano? "A tua postura não é a mais adequada", Jesus Christ! Valham-me os santinhos e as alminhas todas, pois, caso contrário, tenho o inferno garantido com a revolta que está dentro de mim.
Vendem-nos o peixe de que no ensino superior devemos desenvolver o nosso espirito critico e, no momento em que temos oportunidade de lhe dar uso, eis que "zás trás", qual espadachim dos desenhos animados da nossa infancia, temos o Sr. Dr. Professor, especialista, génio, cientista, inquestionável que nos manda muito simpaticamente à merda!
Realmente, o ensino em Portugal é do melhor que há, não admira que haja tanta barbaridade cometida pelos profissionais de saúde nas Unidades Hospitalares deste país! Espera-se que sejamos médicos brilhantes a "empinar" aquilo que nos dizem, sem questionar, sem, em circunstancia alguma, pormos, por um momento, em causa aquilo que nos é dito.
E depois, quando o tentamos fazer, ainda que nos termos "de facto professor, talvez não tenha sido a melhor forma de o fazer, mas o que pretendia era descrever X, Y e Z", chamam-nos, mais uma vez, muito simpaticamente, arrogantes!
B-E-A-U-T-I-F-U-L!
Mas porque é que eu não fui para direito? Talvez lá a capacidade argumentatita fosse, ao menos minimamente, tida em consideração!
Sim, é mesmo isso, estou revoltada! O pior? Não me serve de RIGOROSAMENTE NADA!

"Oh God, make me good but not yet!"

Tabacaria, Álvaro de Campos

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho genios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei que moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheco-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Conversas de café



São caricatas as situações que surgem em conversas de café... quando, num almoço, como tantos outros, há um elemento não habitual é engraçado ver os seus rostos espantados com as caracteristicas que se revelam das pessoas (aparentemente) comuns, que vemos todos os dias no átrio da faculdade.
O ar espantado de quem descobre um riso caracteristico, de quem percebe que, afinal, a miuda de 20 anos que costuma estar todas as segundas no piolho não é assim tao superficial. E eu, para quem isso não é novidade alguma, gosto de ver a aprovação de quem antes não aprovava tanto assim.
Gosto, também, daqueles momentos que só um grupo de mulheres pode proporcionar! Os momentos de "quem era ele?", "mas de onde é que ele apareceu?", quando, com um ar vaidoso dizemos "ah, conheço-o há imenso tempo, somos amigos já há uns anos". Gosto, mais que tudo, de quando acabam estes encontros, ficar com quem me é mais próximo a comentar, a fazer o verdadeiro papel de "gaja" e avaliar o que ali se passou, o que se passa com os outros, as evoluções e estagnações do grupo de amigos!... É engraçado ser mulher, engraçado também ser a única mulher num grupo de homens! É interessante como, progressivamente, nos tratam mais de igual para igual; apesar de isso implicar não nos puxarem a cadeira ou não terem cuidado de evitar certos comentários absolutamente desnecessários, mas sim, por vezes, gostamos de estar sentadas, lado a lado, com eles e poder expressar aquilo que de menos delicado há em nós!
As conversas de café são a máquina que faz crescer as amizades, aquela conversa de circunstância que evolui para o diálogo mais intimista e, em última instancia, nos leva a ter aquelas conversas que nos marcam para a vida, as partilhas de ideias e ideais que nos tornam mais próximos, mais compatíveis.
São bons os momentos de tagarelice, em que falamos de nós e do mundo, desde o novo baton da channel até aos sentimentos guardados no lugar mais recatado da nossa alma (ah! sou tão profunda às vezes!). O que seria da amizade sem estas conversas da treta, sem estes comentários despropositados, sem estes momentos de verdadeira partilha?
Se podiamos viver sem as conversas de café? Sim, mas nao era a mesma coisa! :)

Lover, you should've come over...

Jeff Buckley

Looking out the door
I see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations
As their shoes fill up with water
Maybe I'm too young
To keep good love from going wrong
But tonight, you're on my mind so
You never know
Broken down and hungry for your love
With no way to feed it
Where are you tonight?
Child, you know how much I need it.
Too young to hold on
And too old to just break free and run
Sometimes a man gets carried away,
When he feels like he should be having his fun
Much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that, really,
He has no-one...
So I'll wait for you... And I'll burn
Will I ever see your sweet return?
Oh, will I ever learn?
Oh, Lover, you should've come over
Cause it's not too late.
Lonely is the room the bed is made
The open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one
Who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep
That won't ever come
It's never over,
My kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over,
all my riches for her smiles when I slept so soft against her...
It's never over,
All my blood for the sweetness of her laughter...
It's never over,
She's a tear that hangs inside my soul forever...
But maybe I'm just too young to keep good love
From going wrong
Oh... lover you should've come over...
Yes, and I feel too young to hold on
I'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind
To see the damage I've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love, well I'll wait for you
Lover, you should've come over
'Cause it's not too late.

LINDO =D

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Filmes...

The Seventh Seal, Ingmar Bergman

Imagino o que seria da minha vida, do meu dia-a-dia, sem filmes! Sem as longas horas sentada em frente à televisão, ou ao computador, a devorar (ou, por vezes, a decifrar) filmes, longas, curtas metragens!
A vida parece maravilhosa naquele quadradinho mágico, somos levados para universos paralelos, imaginados... fantástico, ah? :) Do James Cameron ao Ingmar Bergman, passando por Lynch, Tarantino; modos peculiares, fascinantes de traduzir em situações fictícias, os devaneios de mentes à parte.
Vivo fascinada! Gosto, adoro! Gosto também do glamour, da classe, do todo o "je ne sais quois" que envolve aquelas personagens.
Gosto! E a minha mente desocupada vive fascinada com essas coisas, essas cerimónias de Hollywood, os vestidos, o charme, aquele mundo fantástico de sorrisos, ainda que fingidos, nos levam ao suspiro, à ilusão!
Gosto e invejo aquelas magricelas adornadas que interpretam de maneira sublime os personagens criados pelos génios do cinema.
Gosto! Quem não gosta afinal? Dos homens aparentemente maravilhosos, príncipes, dignos das histórias de "era uma vez"...
É maravilhoso o mundo do cinema... E por aqui me fico! :)

domingo, 8 de junho de 2008

Mata-me outra vez, ornatos violeta

"Fala-me um pouco mais,
Era tão bom ficar,
O mal é que eu já não sei quem eu sou,
Eu não sei se eu sou capaz,
De me ouvir.
Fala-me um pouco mais,
Era tão bom subir,
E dar o que eu nunca dei a ninguém.
Sei que é bom teu travo a tudo,
O que é mortal.
Já agora,
Mata-me outra vez.
Era tão bom direi,
Mata-me outra vez.
Era tão bom direi,
Mata-me outra vez.
Mata-me outra vez!
Tudo tem um fim,
E aqui não há,
Ninguém que possa ter o mundo,
Para dar.
Se um dia voltar,
Vai ser só mais uma forma,
De me ausentar,
Daquilo em que eu não,
Quero pensar.
Já tudo teve um fim,
Já que eu,
Estou por cá,
Eu digo como é fácil,
Para mim se já não dá.
Sei que é bom teu travo a tudo,
O que é mortal.
Já agora,
Mata-me outra vez.
Era tão bom direi,
Mata-me outra vez.
Era tão bom direi,
Mata-me outra vez.
Mata-me outra vez!
Páro de andar,
Páro p'ra te ouvir.
Páro para ver se é bom p'ra mim.
Se é melhor so que uma vida,
Tão só e prenha de ninguém.
E vejo que é bom dizer,
Páro p'ra te ouvir.
Mas foi só,
Para ver,
Se o futuro é para nós.
Para quem tem o mesmo mal de,
Não saber amar.
Falo que,
Pensar em mim,
É cura e faz-me acordar.
Ou dormir.
Fala-me um pouco mais,
Era tão bom subir,
E dar o que eu nunca dei a nimguém.
Sei que é bom teu travo a tudo,
O que é mortal.
Já agora,
Mata-me outra vez.
Era tão bom direi,
Mata-me outra vez.
Era tão bom direi,
Mata-me outra vez."

segunda-feira, 26 de maio de 2008

olhar para tras*

De repente olhamos para trás e já nada mais existe; já não há nada do amor, da paixão, do romance desenfreado; olhamos e tudo nos parece um passado longínquo, que deixa em nós um sorriso nostálgico, de saudade talvez; de repente olhamos para trás e tudo é lembrança, nada mais.
Olho para o que foi, o que vi, o que vivi e chego à conclusão de que já não recordo sequer como foi lembro o que quero lembrar... lembro os sorrisos, as loucuras.... Lembro desse amor que sentia, esqueço toda a dor.
Vejo-te e já nada sinto... tento perceber o que senti um dia, mas na lembrança ficou só a magia e tudo que era real desvaneceu-se, secou com as lágrimas, foi-se com o sentimento... que de tão grande deixou em mim um eterno suspiro, uma eterna busca de sentir de novo o que senti.
Dizem que cada pessoa que passa pela nossa vida, deixa connosco um pedacinho de si; creio que deixei em ti não um pedacinho, mas grande parte de mim... talvez por isso na construção de quem sou hoje me tenha tornado em alguém tão diferente. O que sou hoje quase nada tem daquilo que antes era! Porque contigo foi-se a pessoa que fui um dia!
E hoje, sou maior! Não me sinto no direito de dizer que sou melhor, seria presunção, não teria fundamento, seria despropositado! Sou diferente, sou um novo EU!
O que fui contigo não serei mais, nunca mais! Mas foi perder tudo o que deixei para trás que me ensinou como ser hoje, como viver, como ser feliz :)

sábado, 5 de abril de 2008

de criaturas despreziveis a homens das nossas vidas*

os homens sao, definitivamente, criaturas reles, despreziveis, surpeficiais, basicos, quase acreditaria q sao fabricados em serie... ainda assim... a vida com eles do nosso lado parece sempre melhor.
usam-nos e poem-nos de parte, passeiam o nosso lindo sorriso, os nossos fantasticos olhos, a nossa invejavel condiçao fisica, mostram-nos, exibem-nos como se fossemos um trofeu; mas, como com todos os galardoes, chega a altura em que ja nao faz mais sentido que os publicitemos, qual a soluçao? arranjar um novo trofeu! e o anterior? fica maravilhosamente bem colocado na prateleira!
e nos, parvas, patetas, ridiculas, sorrimos e acreditamos cegamente naquele carinho que nos parece sempre diferente do anterior, "é desta que acertei, é ele, é sem duvida 'one of a kind', vou ser feliz!". definitivamente o sexo feminino nasceu diminuido na sua capacidade de discernir quanto à integridade masculina(ou à falta dela!).
ainda assim, essa companhia, mesmo sendo falsa, dissimulada, faz-nos sorrir por uns tempos, andar loucas que nem pitas tontas irradiando felicidade porque o nosso "xuxu", o nosso "bebe" é mesmo especial, e é mesmo diferente de todos os outros.
porque nao ver os homens como objectos? nao seria, definitivamente, a melhor soluçao? mais eis que somos imediata e cruelmente abordadas, atacadas, castigadas pela sociedade "we're supposed to be ladies", angelicais, ingenuas, fieis, dedicadas, preferentemente submissas, doces, educadas... um sem fim de caracteristicas que fazem de nos marionetas, fazem com que estejamos enclausuradas dentro de nos mesmas, reprimindo o nosso id, usando e abusando do superego, uma vez apos outra.
ha sempre quem nao se preocupe, quem ponha de parte os preconceitos, os ideais retrogradas e decadentes, e viva, nada mais que isso! como sao vistos por quem esta de fora? como levianas, indecentes, como uma vergonha para a moral! mas... vergonha? nao vejo onde, como nem porquê!
somos nos as mais belas, as mais inteligentes, as mais desejadas e invejadas, somos nos a alegria e a vida! e sim "fazemos tudo aquilo que um homem pode fazer e de saltos altos!".
mas... sejamos realistas... é mesmo isso que queremos afinal? nao queremos um homem hoje, outro amanha e mais um e outro depois... queremos só ter o direito de procurar, de errar, de sofrer e encontrar o que queremos realmente, sem que nos recriminem, nada mais, nao me parece pedir em demasia.
dizem que somos complicadas... a verdade é que por vezes fazemos com que a simplicidade adquira contornos demasiado reboscados.
o que queremos afinal? simples: mimem-nos, desejem-nos, protejam-nos, amem-nos tendo como unico principio fundamental: a verdade. porque, definitivamente, o homem que queremos nao é o mais romantico, o mais bonito, o mais inteligente ou o mais desejado.
nao acredito em paixoes que surgem do dia para a noite, nem tao pouco em amores loucos que fazem com que façamos as maiores loucuras. acredito no sentimento que chega, dia a dia, que cresce com o convivio, com o crescer da confiança, com discussoes e atritos, com gritos, e expressoes de revolta que quase nos deixam sem voz.
acredito que o que conta nao sao as mensagens, os telefonemas, as supostas expressoes de paixao.
o homem que queremos é aquele que tem o dom da palavra e que quando fala o seu discurso flui leve e coerente... e quando nao fala o seu olhar e o seu abraço, em silencio preenchem todo o vazio que nos cerca.
se existe um homem das nossas vidas, ele sera, definitavemente, aquele que, para nós, sera proveniente de um fabrico exclusivo, para o qual olhamos um dia atras de outro e nao começamos a ver todas aquelas caracteristicas que vimos antes em todos os homens que tenham passado nas nossas vidas.
se ele existir sera (pelo menos para quem como eu)... o eloquente, o verdadeiro, o que sendo perverso e promiscuo é, ainda assim, delicado, o que entre na minha vida mais pacientemente e sem enganos, o que me faça ter, a cada dia, os pés no chao.
porque esse tal homem da nossa vida, essa pessoa certa "é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite"... é aquele que "como ja escolheu com quem quer passar o resto da vida (...) tem todo o tempo do mundo".
se existir um homem, um que nao se canse passado algum tempo, seja esse tempo mais ou menos longo; que nao nos queira so pelo que aparentamos mas sim pelo que somos; um que nao se apaixone mal nos vê, mas sim que esteja disposto a ir-se apaixonando aos poucos e poucos, e cada vez mais; um que seja mais que amigo e mais que amante.
o homem que leva o nosso coraçao, para sempre, é o que nos prova que "o todo é mais que a soma de todas as partes", ainda que individualmente as suas caracteristicas fizessem dele mais uma reles criatura com intençao de nos por na "prateleira".

olha-me de novo...

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.

Hilda Hilst

domingo, 30 de março de 2008

*

“Imagina que te escrevo em voz baixa. Falamos sempre baixo quando queremos que acreditem nas nossas palavras. E tudo o que aqui escrevo é verdade.
Escrevemos porque ninguém ouve. Escrevo-te porque estás longe, numa cidade onde o nevoeiro roubou o ar ao sol e as pessoas pensam mais do que sentem. Se ao menos estivesses aqui ao meu lado, passava-te a mão pela nuca, puxava-te ligeiramente os caracóis e então tu fechavas os olhos de prazer e eu sentia-te próximo. Mas isso agora não é possível…”

MRP in Diario da tua Ausencia